Geopolítica global: novo round nas tensões entre China e EUA

A geopolítica global registrou novo round nas tensões entre China e EUA. O acontecimento teve como arena a 75° Assembleia Geral das Nações Unidas e Cúpula de Líderes em Biodiversidade, ocorrida de 15 à 30.9.2020. Após o discurso de Donald Trump, o Presidente da China, Xi Jinping, anunciou que o país asiático garantirá que seu pico de emissão de dióxido de carbono seja antes de 2030 e se comprometeu com a neutralidade de emissão de gases de efeito estufa antes de 2060. Neste momento histórico, a China coloca em marcha o maior programa de descarbonização da economia do planeta.


O anúncio foi considerado o sinal mais importante para os mercados desde a assinatura do Acordo de Paris. A transição global para uma economia de carbono zero não tem volta e se constitui como uma transição urgente e extremamente necessária. A China fez um movimento estratégico com uma declaração ambiciosa que, após o recente intercâmbio bilateral entre Pequim e Bruxelas, deu o tom econômico para a próxima década. O compromisso manifestado segue os passos da União Europeia, que recentemente anunciou reduções de gases de efeito estufa em pelo menos 55% até 2030 e neutralidade de carbono até 2050.


Os esforços dos líderes mundiais responsáveis, busca acelerar uma corrida contra o relógio para evitar o desastre planetário. A ciência é clara: as emissões globais precisam ser cortadas pela metade, em termos absolutos, até 2030 e atingir a neutralidade de carbono até 2050 ou antes, para evitar ultrapassar o limite trágico do aumento da temperatura da terra além de 1.5°C. Os investimentos que a maioria dos governos estão planejando como medidas de recuperação econômica pós pandemia da Covid19 são uma oportunidade única, que significa, efetivamente, a perspectiva de construção de uma trajetória de desenvolvimento consistente, em coerência com os objetivos comuns do Acordo de Paris.


A China precisará mostrar um plano de aplicação concreto, assim como deverá anunciar, antes de 2030, quando atingirá o pico e também o declínio de emissões. O elevado nível de consenso internacional indica que o caminho para o atingimento destes objetivos passa pelo maciço investimento em energias renováveis. Os acordos estabelecidos no Protocolo de Quioto, consolidam, ainda, o surgimento de uma novo e promissor mercado, relacionado com os denominados créditos de carbono. Antes das eleições que definirão o futuro da Casa Branca, a cooperação sobre mudança climática entre a China e Europa, cristaliza uma nova aliança que poderá isolar ainda mais os Estados Unidos, no caso de uma vitória republicana. O contexto social estruturado aponta para a determinação internacional em direção à nova economia global, onde a transição energética terá um papel cada vez mais relevante.

 
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